terça-feira, 21 de outubro de 2008

one year since i've seen (y)our last smile


Um ano. Um ano de choro, de agonia. De pensar que nunca mais vou ser feliz na vida. um ano desde que a menina do amor mais bonito que já dei a alguém morreu. É tão estranho pensar que devo chorar hoje. Porque ela nao estava menos morta ontem, quando não tinha um ano ainda. É esquisito. Todo mês tem um tipo de santuário. dia vinte e um. Eu paro, paro, e penso. no começo do ano eu pensava todos os dias, até o meio dele foi assim. Eu acordava, chorava, sofria, fingia que estudava e dormia. Dormia pra sonhar com ela, acordava pra chorar por causa dela. E assim foi (ou será uqe tem sido?) por um bom tempo. Dizem os psicólogos que até três meses em agonia constante é normal. eu nao acho. acho que normal é as pessoas nao morrerem com dezoito anos e normal é as pessoas que se amam muito ficarem juntas, isso sim. Acho que o uqe nao é normal mesmo é ficar bêbada toda noite chorando por uma pessoa que você nem sequer tocou, mas amou muito mais do que qualquer coisa que você tenha pego ou esmagado. mais do que o seu cachorro, que era a sua única compania na infância, que vc conversava e sua mãe achava uqe vc era louca. Estranho mesmo é chegar em casa sem saber nem o é você e olhar pros lados e ver fotos, nomes, tudo dela. e chorar mortalmente e tentar se matar estupidamente com um travesseiro. E falar isso alto, porque quando as pessoas percebem que voce quer morrer é tão mais prazeroso. Estranho é ter vergonha de que entrem no seu quarto porque esse parece mais um santuário do que o quarto de uma garota viva com dezoito anos. E que costuava ser muito viva mesmo. Estranho é ficar triste quando se sente bem, porque vc acha que está traindo alguém dando sorrisos. E ficar feliz quando chora e se está triste. É um ciclo, nunca tem como dar certo.
Desse jeito têm sido as coisas.
Ainda nao tenho cansado de tentar entender. Às vezes me sinto perdida, olho pros lados como se tivessem me vencido e não tivesse ninguém pra ajudar a levantar. Na verdade está tudo dentro da cabeça, ou no ar. Se é que essas coisas são mesmo realidade. Por mais que as dores de cabeça continuem, mesmo sabendo o motivo, nao paro de deixar. Há sempre aquele rosto (eu não conheço, mas finjo conhecer até a última gota de sangue. Dessa forma engano e satisfaço até a mim) e o sorriso calmo, que me faz parar e chorar. Todos os filmes, todos os temas, todo amanhecer e pôr-de-sol, e todas as músicas, que nao precisam nem tocar para serem lembradas, estão aqui.
And I've made myself to cry once more, and felt happiness, like I aways have.


eu tinha algo tão mais bonito pra falar, mas nao consigo, fica sempre tristeza. fica sempre ela.

continuo o mesmo espaço vazio de sempre, só me enganei achando que não.
mas sempre estás lá, preenchendo de uma forma que nao é real. é quase uma gravidez histérica, e que quanto mais faz mal, mas faz bem.


eu te amo quantos giros os meus quebrados e esticados conseguirem dar.
os arranco e peço mais se você quiser.
ou se não também.

minha linda *;