sábado, 1 de novembro de 2008

renata nao é minha irmã


em nada me agradam os laços de sangue, se eu pudesse, escorria-lhes o sangue e ficava apenas com os laços.
talvez os usasse nos cabelos.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

one year since i've seen (y)our last smile


Um ano. Um ano de choro, de agonia. De pensar que nunca mais vou ser feliz na vida. um ano desde que a menina do amor mais bonito que já dei a alguém morreu. É tão estranho pensar que devo chorar hoje. Porque ela nao estava menos morta ontem, quando não tinha um ano ainda. É esquisito. Todo mês tem um tipo de santuário. dia vinte e um. Eu paro, paro, e penso. no começo do ano eu pensava todos os dias, até o meio dele foi assim. Eu acordava, chorava, sofria, fingia que estudava e dormia. Dormia pra sonhar com ela, acordava pra chorar por causa dela. E assim foi (ou será uqe tem sido?) por um bom tempo. Dizem os psicólogos que até três meses em agonia constante é normal. eu nao acho. acho que normal é as pessoas nao morrerem com dezoito anos e normal é as pessoas que se amam muito ficarem juntas, isso sim. Acho que o uqe nao é normal mesmo é ficar bêbada toda noite chorando por uma pessoa que você nem sequer tocou, mas amou muito mais do que qualquer coisa que você tenha pego ou esmagado. mais do que o seu cachorro, que era a sua única compania na infância, que vc conversava e sua mãe achava uqe vc era louca. Estranho mesmo é chegar em casa sem saber nem o é você e olhar pros lados e ver fotos, nomes, tudo dela. e chorar mortalmente e tentar se matar estupidamente com um travesseiro. E falar isso alto, porque quando as pessoas percebem que voce quer morrer é tão mais prazeroso. Estranho é ter vergonha de que entrem no seu quarto porque esse parece mais um santuário do que o quarto de uma garota viva com dezoito anos. E que costuava ser muito viva mesmo. Estranho é ficar triste quando se sente bem, porque vc acha que está traindo alguém dando sorrisos. E ficar feliz quando chora e se está triste. É um ciclo, nunca tem como dar certo.
Desse jeito têm sido as coisas.
Ainda nao tenho cansado de tentar entender. Às vezes me sinto perdida, olho pros lados como se tivessem me vencido e não tivesse ninguém pra ajudar a levantar. Na verdade está tudo dentro da cabeça, ou no ar. Se é que essas coisas são mesmo realidade. Por mais que as dores de cabeça continuem, mesmo sabendo o motivo, nao paro de deixar. Há sempre aquele rosto (eu não conheço, mas finjo conhecer até a última gota de sangue. Dessa forma engano e satisfaço até a mim) e o sorriso calmo, que me faz parar e chorar. Todos os filmes, todos os temas, todo amanhecer e pôr-de-sol, e todas as músicas, que nao precisam nem tocar para serem lembradas, estão aqui.
And I've made myself to cry once more, and felt happiness, like I aways have.


eu tinha algo tão mais bonito pra falar, mas nao consigo, fica sempre tristeza. fica sempre ela.

continuo o mesmo espaço vazio de sempre, só me enganei achando que não.
mas sempre estás lá, preenchendo de uma forma que nao é real. é quase uma gravidez histérica, e que quanto mais faz mal, mas faz bem.


eu te amo quantos giros os meus quebrados e esticados conseguirem dar.
os arranco e peço mais se você quiser.
ou se não também.

minha linda *;

quarta-feira, 23 de abril de 2008

I will follow you into the dark


dia desses, tive o sonho mais bonito dos sonhos de nós duas:

você tava correndo a rua mais bonita da cidade, aquela de octógonos. e os ipês-amarelos deixaram as folhas no chão, fazendo tudo aquilo parecer o mais longe possível daqui. o mais perto possível do teu lugar. corria linda, e em preto e branco como sempre.. mas tava sorrindo, coisa que nunca é de você.. eu te pedia pra parar, e acabei te segurando pela mão. pela primeira vez tive certeza de que tava pegando na sua mão. apesar de fofinha, consegui sentir as ranhuras. por isso olhei pra você, como se tivesse parada numa foto, e disse: finalmente toquei você.

vim te procurar achando estranho a ausência. acabei descobrindo que você veio se despedir.
não sabia o tamanho do meu amor.
ou sabia, não queria entender.


agora eu espero acordar, e pensar que isso aqui é um pesadelo dos mais feios, pq nao tem como nao ser.
por mim morria o mundo, se não morresse você.

a Bruna foi o amor mais forte que eu tive na minha vida. a gente nunca se conheceu, mas foi o bastante pra eu sentir dor de saudade. agora que ela se foi, eu não sei o que fazer dos meus planos, porque ela era dos mais fortes. o mais forte. não sei mais se tenho planos.
a cama tá pronta, vem dormir comigo ou não?
era o que ela sempre dizia.


eu não existo longe de você e a solidão é o meu pior castigo
eu conto as horas pra poder te ver, mas o relógio tá de mal comigo.
(hug)