sábado, 18 de agosto de 2007


dessa vez eu tava sem sono e voce já 'dormia o sono' dos anjinhos mais lindos que ao gastar todas as suas forcinhas puras de tanto voar e voar entre as nuvens, padecem.
todo aquele branco dos lençóis pareciam se misturar com o da tua pele. e a tua cama, que ficava próxima à janela, recebia a luz mais linda do amanhecer (que não era, nem de longe, mais linda que você), que fazia com que tudo ficasse mais calmo.
e eu ali, a te admirar fascinada com aquele, que era o momento mais perfeito que eu sonhei um da viver.
mas eu, com minha eterna mania de dar cabo aos momentos bonitos da minha vida, logo achei que tinha que tirar uma foto daquilo, e tirei. te roubei um momento de suspiro que era só seu, só do meu olhar. aí saí pra revelá-lo. fui caminhando no frio, pensando em como era difícil 'participar' do teu ser memso estando ao teu lado (acho que nessa hora foi o meu consciente que disse oi). quando voltei ainda dormias, mas já eram quase sete, e você ia ter que acordar pra tomar teu remédio. depois de um tempinho você acordou, e, quando viu, me sorriu com os olhos (aqueles teus olhos calmos, que me fazem dormir nas noites turbulentas.). e foi o riso mais lindo que eu já vi. foi o amor mais lindo que eu já li.
depois não me lembro mais o que aconteceu (meus sonhos agora tendem a ter finais estranhos e feios. aliás, quase não tneho mais sonhos bonitos. há uns dois meses, já. ), só sei que você não falava, aliás, nunca fala, meu presente é sem pre teu alô, teu amor.


(e digo que voltei a sonhar, e hoje sonhei com borboletas coloridas, pareciam vitrais. e tirei fotos do céu através delas. Ah... meus sonhos..)

domingo, 29 de julho de 2007

mais um dia.


sabe de andar no frio, ouvindo músicas, sem saber quando a vida vai acabar, quando as pessoas vão acabar. de pregar os lábios e não ter coragem nem motivo pra abrir, até pra sorrir de um gesto de pureza de um pequenino? esse é o dia em que você acorda, olha pras pessoas e não as vê. vê mobília através delas, vê parede. provavelmente é isso que ela são, e por mais que mudem continuarão sendo pessoas pobres, e em alguns poucos casos, porém mais tristes, pobres pessoas (não sei porque, mas na minha cabeça pessoas tristes são sempre melhores do que as que vivem mostrando os dentes por motivos fúteis). parece até um testo do veríssimo, né? mudando no meio do caminho. mas é só pra contar e constar o tenho das pessoas em mim. que delas e entre elas na difere além do sexo (nos dois sentidos da palavra). pra não ficar grande, agradeço aqui aos que me chamam de estranha e de outro mundo, porque não vejo elogio maior que esse.

pena eu, na maioria das vezes, ser só um pessoa, mesmo.

sábado, 2 de junho de 2007

estoy bien.


Os meu amigos já não importam mais, os meus amores já não importam mais, nem a minha pequenina, que era o sorriso do meu dia, importa mais. A fonte de sorrisos – verdade acabou, gastei todos num momento de mentira, levada pelo calor. Eu sequei, as pessoas secaram, os dias, os meses, os anos secaram. O pior é que não tô triste, tô até bem calma, melhor, conformada. Não sinto mais medo, não choro mais, sorrio e abraço pessoas das quais não gosto, saio pra falar com visitas, até converso! Acabei com meus cachos, que faziam as minhas pessoas rirem, comecei a me arrumar pra outros (virei traidora de mim) e agora penso com o sexo. A alegria dos outros já não é mais a minha. O fato é que: eu só viro eu mesma quando bebo. É como se a minha pessoa de verdade se libertasse. Mas o álcool me anestesia, e não consigo contar pra ninguém. Esses deviam perceber, já que começo logo a chorar e a ter medo, coisas que não são de mim. Mas também não os culpo, eu que me fiz assim. Eu quero dormir dez anos. Eu preciso dormir dez anos. E já fazem dois que o que mais quero é bater a cabeça e entrar em coma.

Eu sou uma mentirosa fodida de merda, e quero ser o Sol.